sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Toca-me uma balada

Olhei para o relógio e já marcava 2:47. Ali estava eu, todo desabotoado, sentado ao balcão daquele bar escuro enquanto bebia a minha sexta Guinness pint e pensava na minha semana de trabalho. Andava tão ocupado que já não tinha tempo para mais nada, a não ser para a minha vida de alcoólico e de workahoolic.
No momento em que os meus olhos se preparavam para fechar devido à elevada taxa de alcoolemia, entrou um jovem que se sentou ao piano e tocou uma daquelas baldas de piano jazz.
No fim da música levantei-me com as lágrimas na cara e com o andar cambalaeante de bêbedo, dei duas "pêras" no puto, subi para cima do piano e gritei por mim próprio a pulmões cheios!

Bebé, faz o olhar diabólico.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Arejo desvanecido

"Epá... man, era a melhor coisa do mundo. Acordava e olhava para ela e sentia-me verdadeiramente bem. Adorava ve-la a dormir e quando acordava aquele sorriso que ela me dava era toda a razão do meu dia. Adorava aquela mulher! Acreditei que era com ela que eu iria estar daqui a muitos anos com filhos e uma renda para pagar e afinal ela, de um momento para o outro, sem razaõ aparente diz-me que tudo o que foi construido já não faz sentido... Diz-me que não há volta a dar... (suspiro) foi tanto tempo! O que vou fazer agora da minha vida?...

Man... Não sei o que te diga. Eu compreendo-te e defendo que toda a pessoa merece uma segunda oportunidade. Espera e acredita que vale a pena lutar. Estas merdas só servem para nos lembrarmos que o amor é uma doença, quando nele julgamos ver a nossa cura."

Aquele abraço man! Espero que te tenha ajudado...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

I take out a word to tell you

i still have a lot to tell you
each day i have another thing to tell
i dream i'm small now
disappearing while another day passes
and i take out a word to tell you, you become farer and farer
farer farer
you are now blurry memories
everything here looks like cartoons
you are now blurry memories
everything here looks like cartoons

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Procura o sentido

When I'm low, and I'm weak, and I'm lost
I don't know who I can trust
Paranoia, the destroyer, comes knocking on my door
You know the pain drifts to days, turns to nights
But it slowly will subside
And when it does, I take a step, I take a breath
And wonder what I'll find

Can you hear what I'm saying?
Got my mind meditating on love, love
Feel what I'm saying
Got my mind meditating on love, love

(The human condition, the human condition)

Too much blood, too much hate, turn off the set
There's got to be something more
When Mohammed, Allah, Buddah, Jesus Christ
Are knocking down my door
I'm agnostic getting God, but man
She takes a female form
There's no time, no space, no law
We're out here on our own

Can you hear what I'm saying?
Got my mind meditating on love, love
Feel what I'm saying
Got my mind meditating on love, love

Check the meaning
(The human condition)
Check the feeling
(The human condition)

Guess it's life, doing it's thing
Making you cry, making you think
Yeah life, dealing it's hand
Making you cry and you don't understand
Life, doing it's thing
Making you cry now, making you think of
Pain, doing it's thing
Making you cry yeah, making you sing

Don't say it, don't say it's too late
Don't, don't say it's too late (It's never too late, it's nevertoo late)
Don't, don't say it's too late (It's never too late)
Don't, don't say it's too late

The human condition, the big decisions
The human condition, the big decisions

I'm like a fish with legs, I fell from the tree
I made a rocket (check the meaning), I made a wheel
I made a rocket (check the feeling), I swam the ocean (check themeaning)
I saw the moon (say a prayer), I seen the universe (and beyond)
I see you (check the feeling), I see me (check the meaning)
That's my reality
And while the city sleeps we go walking

It's a beautiful world
And when the city sleeps we go walking
We find a hole in the sky and then we start talking
And then we say "Jesus Christ, Jesus Christ, Jesus Christ
Buy us some time, buy us some time"
Hear what I'm saying
Can you hear what I'm saying?
Can you hear what I'm saying?
Can you hear what I'm saying?

It's gonna be alright

sábado, 22 de novembro de 2008

Brincadeira de Criança

Esta semana passei uma tarde com um dos meus muitos sobrinhos. Durante esse tempo falámos de diversas coisas e deixei-o desabafar os seus problemas de criança/pré-adolsecente de 12 anos que começa a sentir uma paixão enorme e platónica dentro dele, que fala das brigas com os colegas com grandeza tipica de quem é um acagassado de primeira mas não quer dar a parte fraca; falou da escola e da vida difícil que levava. "Ai aquele teste de Ciências! Metade da turma teve nega" desabafa ele a tentar escapar-se aos pais... Ainda me lembro dessa idade e de como era bom descobrir e viver a vida...


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Eu não posso ser quem tu és

"Lá por uma pessoa não te amar como tu gostarias, não quer dizer que essa pessoa não te ame com todas as suas forças".

Se há coisa que me magoa é saber que em tempos houve uma pessoa que, apesar de estar comigo, não gostava de mim tal como eu era... Além disso não compreendeu que apesar de eu ser como sou e ter os meus defeitos a amava com tudo o que existia em mim.

Eu não posso ser quem tu és.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Me Llaman Calle

Hoy yo sentí el deseo de escribir en español. Para mí esa es, quizás, la más hermosa lengua hablada en el planeta. Me da un gusto especial andar por las calles y escuchar a las personas hablando español... español triste pero caliente, sucio pero melodico. Me encantan las calles con ritmos hispanos.

Desabafos d'um coração malandro

Ainda dizem que já não há românticos...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ficções Nhárras com "Jota" Vasco

Estava um calor desproporcionado para a altura do ano. Estávamos em Abril de 1996 e decidimos tirar uns dias de folga dos nossos empregos. Eu, talhante de profissão e o meu amigo Jota produtor de vinho carrasco já tinhamos como tradição nesta época de ir a Sevilha para irmos visitar a "Feria de Abril" com o objectivo de irmos aumentar as nossas taxas de colestrol com as típicas tapas espanholas que se encontram facilmente nas "casetas".

Nestas visitas a Sevilha tinhamos sempre por objectivo acompanhar todas as corridas de toiros que iriam decorrer na La Maestranza, ir ao Rámon Sànchez Pizjuan ver um ou dois jogos do Sevilla Fútbol Club e, principalmente, visitar o pequeno Pablito. Pablito era uma criança com 8 anos, filho de um relacionamento entre o Jota Vasco e uma linda cigana que conhecera anos antes numa destas nossas visitas. Este era um segredo bem escondido e ocultado pelas nossas viagens de afición para que a mulher do Jota não soubesse de nada. Apesar de ambos sermos bons pais e esposos, quando iamos a Espanha não conseguiamos guardá-lo dentro das calças e acabávamos metidos com todos os rabos de saia que por nós passavam. Creio que neste aspecto tive mais sorte que o Jota pois até podia passar por rebentos meus nas ruas que não os conhecia.

Recuando, então, uns nove anos atrás, lembro-me de estar um dia fantástico e de eu e o Jota estarmos junto à Catedral de Sevilha quando por nós passou duas ciganitas jovens e coradas que traziam algumas flores para vender. O Jota gingão como sempre consultou as jovens para saber os preços das flores. Passado 1 hora estávamos os quatro numa pequena pensão, cada 2 num quarto fazendo amor pela tarde dentro.

No ano seguinte voltámos a encontrar as jovens mas desta vez a linda Mirella (nome da ciganita com quem o João Vasco tinha passado a tarde) já não se encontrava sozinha e tinha a seu colo um jovem bebé de 3 meses. Ao ver aquilo o Jota amimou o bebé quando ela lhe explicou que aquele era seu filho.

Quando tentávamos fugir daquele sitio apareceu um cigano cinquentão que nos agarrou e ameaçou que se o Jota não casasse com a jovem Mirella que nos matava ali mesmo. O Jota como era casado prometeu que todos os anos iria visitar o pequeno Pablito e que lhe levaria dinheiro. O homem insatisfeito fez-nos dar os nossos fios de ouro e os nossos pares de botas ribatejanas e só assim aceitou as condições, ameaçando que se não nos visse lá todos os anos que nos cortaria os tomates e que os daria aos porcos.

Nos anos seguintes não falhámos em nenhum dos compromissos com a comunidade e até passámos por momentos bem complicados. Lembro-me de termos servido como contrabandistas de tupperwares, de transaccionarmos pacotes de heroina para Beja, de entrarmos nas negociatas dos cavalos, de traficar carros roubados e até de chantagear polícias de transito.

No ano de 1996 lembrom-me bem que depois de assistirmos ás habituais corridas de toiros de que tanto gostávamos e após uma vitória do Sevilha de Toni e Emílio Peixe frente ao Espanyol, com dosi tentos do Sukur, fomos ter com a comunidade. Só tivémos tempo de parar num salão de jogos para beber duas imperiais e deixar o pequeno Pablito jogar umas moedas nas máquinas. Esse dia foi bastante especial pois o pequeno jovem quis apresentar uma música para o seu pai.



Ao minuto 0:32 eu e o Jota Vasco surgimos junto ao poste ao lado do pequeno Pablito a bater palmas e a tentar arranjar um esquema para fugir dali para fora.

Digam lá se o Pablito não é parecido com o pai... Aquele penteado é igualzinho.

Atrás está uma sombra

Este fim-de-semana tive uma daquelas sensações únicas. Estava perto da 1 hora da manhã quando subitamente me lavei em lágrimas. Chorei com uma força que desconhecia há muito tempo e durante cerca de uma hora me manti naquilo. Nesse espaço de tempo e apesar do olhar estranho dos meus amigos que não compreendiam o que se estava a passar, eu curtia uma sensação que me estava a libertar e a soltar de algo que nem eu próprio sabia o que era. Ainda hoje não sei bem o que se passou mas de uma coisa tenho a certeza... foi brutal!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Rebórne!

Números, conceitos, junções, datas. Ainda bem que existem para nos dar força para voltar a nós. Está na hora de arrumar a cabeça e recomeçar. Não vai ser fácil!... mas quem disse que estas coisas são fáceis.

Sigur Rós

Já lá vão dois anos desde o último encontro. Lembro-me bem do dia 16 de Julho de 2006 quando me deparei pela primeira vez com este grupo de indivíduos nórdicos que para além de fazerem música única, de darem concertos fabulosos e inesquecíveis conseguem por-me num estado de almo entre o zen e o modjo.
Há anos atrás no pavilhão atlântico foram maravilhosos mas hoje, neste que é o dia que mais odeio do ano, e desta vez no campo pequeno foram algo de soberbo. Admito que durante o espectáculo fiquei arrepiado por diversas vezes e não chorei em certos momentos por vergonha. Estes maganos continuam únicos e com a sua música senti todos os meus músculos a relaxarem, a minha cabeça a navegar por lugares bem melhores que este mundo, fizeram-me sentir bem vivo. Outro factor arrepiante foi a lotação esgotada da sala.
Apesar de ter sido fantástico tenho de por um senão na escolha da sala que para na minha singela opinião, não é a escolha certa.

Já num sentido mais nhárro queria referir que ouvir Sigur Rós "causa calvice" pois eu e a pessoa com que assisti a este concerto (e desde já um grande obrigado pela companhia) conseguimos contar um número astronómico de indíviduos carecas.

Globalização

Hoje fui até à capital de Portugal no meu carro de marca Alemã com combustível proveniente da Arábia Saudita. Quando lá cheguei fui a um estabelecimento comercial Sueco comer um Hot Dog bem americano. Ao fim da tarde fui a uma loja espanhola onde pedi licença a um casal de italianos para ver a capa de um dvd de um filme francês... Acabei por comprar um cd de um cantor inglês. À noite fui jantar a um restaurante mexicano para depois ir ver um concerto de uma banda islândesa.

Isto de dar a volta ao mundo cansa...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Chutos de Testosterona

Hoje ao passear pelos becos virtuais e com a ajuda do meu amigo Pikê encontrei um video que simplesmente me deliciou. Admito que fiquei um pouco chateado de já não se realizarem mini-produções desta qualidade cénica, com cores e personagens berrantes que entram num cérebro masculino com a mesma velocidade que a luz entra pela janela aqui do quarto.

O video que eu estou a falar é o "Boys, Boys, Boys" da cantora Italiana Sabrina Salerno que foi lançado em 1987 em que se ouve em alto e em bom som "Boys, boys, boys I'm looking for the good time Boys, boys, boys I'm ready for your love". Acredito que depois de visionarem o video muitos de vós vão querer responder ao apelo da pobre jovem que coitada, que nem dinheiro tem para comprar umas alças para o soutien.

O que mais me diverte neste video é imaginar os meus irmãos em 1987 a verem isto e a "tentarem responder ao apelo" da jovem moça. LOL

Para as meninas que se estão a questionar sobre a eventual piada do video queria deixar aqui a explicação... É fantástica aquela entrada do empregado com água até aos joelhos a levar a bebida à desamparada cachopa.

domingo, 9 de novembro de 2008

Ficções Nhárras com Cristiano "Krista" Moreira

Gritámos todos juntos no principio da noite "Krista esta vai ser a tua noite!!!". Estava nevoeiro naquela noite de outono de ano de 2014 e todos sabiamos que apesar do frio queriamos alegrar aquele nosso grande amigo que se encaminhava para "a forca". O Krista ia-se casar no dia seguinte com uma loirita franzina que conheceu anos antes quando trabalhava no McDonalds da Póvoa do Varzim... Ao longo dos anos o amor entre ambos cresceu e o Krista acabou mesmo por pedir Patrocínia em casamento junto ao Castelo de Ourém depois de um jogo em que a equipa da casa perdeu com o Abrantes em futsal.

Krista era um hooligan com uma base skinhead e chefe de claque do Abrantes que tinha feito fortuna patenteado frases famosas em t-shirts como "É malhálha! Rámálhálha!"," aaahhh Liiii", "Talvez!", "Pouulhada Alhôz Mulha!".

Em espírito de festa reunimos um bom grupo de amigos para realizarmos uma despedida de solteiro e em tom de homenagem àquele que era para todos nós uma inspiração pelo seu sucesso financeiro decidimos rapar todos o cabelo, vestimos as nossas melhores calças pela meia canela (um grande sucesso na época e uma moda inicada pelo próprio Krista em meados de 2006) e uns belos suspensórios.

Após um jantar farto em carnes que sobraram da sopa da pedra e já com muita cerveja à mistura lá nos encaminhámos até uma garagem que alugámos para fazer a festa. Enquanto fumávamos uns belos cigarros de mentol oferecidos pelo próprio Krista convidávamos algumas chavalas para se juntarem à festa.

Quando chegámos à garagem não perdemos tempo e pusemos a musica no limite do sistema stereo e começámos a beber desalmadamente. Durante horas fizémos monumentais moches ao som do punk rock de uma banda de amigos de claque do Krista.

A luz estava baixa, o Pikê amolgava latas com a cabeça, o Rui dançava com uma das chavalas que conhecemos na rua, o Krista saltava de cima dos móveis em tronco nu, o Rosa tentava a sua sorte com a mesma chavala que o Rui dançava, eu ajudava uma outra chavala a tossir para expulsar o canapé que a fez engasgar.

Enquanto estávamos nós no meio da loucura, aos biqueiros uns aos outros (brincadeira começada pelo Morais e supervisionada pelo João Vasco que se tinha acabado de chegar do seu trabalho na marinha) chegou a noiva do Krista do seu jantar de despedida de solteiro para ver se o seu amado estava bem, quando encontrou o Manolo esfomeado. Enquanto estes desapareceram misteriosamente o Morais continuou a beber até que teve de se soltar num saco de areia.

A verdade é que com a festa e o álcool acabámos todos no chão inconscientes e ninguém se lembrava do que tinha acontecido naquela noite... Só me lembro de acordar e viver aquele casamento fantástico em que o Krista se queixava que lhe doía a cabeça e o Manolo lhe dizia "É normal, bebeste muito ontem."

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Só estou feliz quando chove

Nos últimos dias tenho pensado sobre alguns fragmentos do passado. É curioso como alguns de nós, por vezes, passamos por aquelas fases depressivas que na realidade mais parecem que nos dão prazer. É estranho mas verdade... conheco muitas pessoas assim e eu próprio já senti prazer na destruição, na tristeza e em seguir pelo lado contrário ao que devia. Por vezes por uma questão de rebeldia, outras por uma questão de inconsciência lá segui eu pelo caminho errado e quanto mais me afundava mais prazer e gozo sentia. Hoje penso nisso e não sei se hei-de rir ou chorar mas gostava de sentir que não fiz ninguém sofrer, gostava de ter mudado muita coisa, gostava que certas coisas não tivessem mudado. Hoje é tarde mas segui um caminho e, afinal, optar por um caminho, certo errado, desejado ou não, é viver...



É caso para dizer que "só estou feliz quando chove"

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Onde?

Hoje andei mesmo desencontrado de mim próprio. É que nem fez um raiozinho!


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Passageiro

"...

-Onde moras?
-Eu não tenho casa... Sou um simples vagabundo e a minha morada é o coração. Sabes, sou um passageiro!
..."

Ficções Nhárras com Nélson Pikê!

Pus-me a caminho em Outubro de 1980 sem um tostão nos bolsos... Apenas tinha metade de uma sandes de queijo que comprei numa tasca da zona ribeirinha do Porto, poucas horas antes de embarcar num cargueiro no porto de Leixões. Meti-me apressado no primeiro contentor que me apareceu e tive a sorte deste estar cheio de garrafas de vinho do Porto e enchidos portugueses. Não sei ao certo quantos dias foram de viagem, sei apenas que nunca me faltou comida nem bebida.


Um dia ao espreitar por uma fenda do contentor consegui ver que estavamos atracados numa cidade que tinha sobre si um céu cinzento e manhoso e que não transmitia muita confiança. De qualquer das formas sai apressado para que ninguém me visse e corri com todas as forças que tinha. Quando consegui, por fim, afastar-me do barco e enquanto tentava recuperar as forças agarrado às pernas, levantei a cabeça e dei comigo em plena Liverpool, cidade berço dos grandes Beatles.


Era a minha primeira vez sozinho fora de Portugal e não sabia dizer uma palavra em Inglês mas não me fiz de menino e lá tentei comunicar com a primeira pessoa que me apareceu à frente em plena Mathew Street que foi um rapaz de grande porte com umas vestimentas de licra cor de rosa e umas plumas pretas ao pescoço e que tocava pandeireta ao mesmo tempo que assobiava e gritava uma melodia psicadélica. No meio da sua histeria ouvi-o a dizer algumas asneiras em portugês e entendi que ele, tal como eu, também era um tuga que havia fugido da vida que levava em Portugal. Nas horas que se seguiram conversámos e cantámos algumas músicas portuguesas para ganharmos alguns trocos para o jantar mas não foi fácil, pois ele quando as pessoas passavam começava a gritar.

Ao chegar da noite lá conseguimos comprar umas sandes de carne e uma cerveja de litro e fomos para uma casa abandonada que era o lar deste meu amigo. Lá ele explicou-me que fazia parte do movimento ocupa e que acreditava na anarquia como sistema.

Durante um mês vivi com o Nélson naquela casa e durante dias, já com o cabelo oxigenado e com alfinetes no nariz, andávamos pela rua a arranjar confusão com os agentes policiais, a roubar tudo o que conseguiamos por pura diversão, a fazermos sexo com prostitutas baratas... enfim, espalhado o terror!

Num dia ao acordámos vimos uns papeis que anunciavam um concerto de uma banda recente chamada Sex Pistols e decidimos ir, entrando pelas traseiras do Philharmonic Hall. No dia lá fomos e quando a banda começou a tocar ficámos consumidos pela violência e pelo alcool e iniciámos uma vaga de destruição e todo aquele local ficou destruido com a furia da malta anáquica. Ao sair ainda tivémos nos confrontos policiais onde o Nélson acabou por ser preso. Desde esse dia que não o vejo...

Miúda, tu vais ser uma mulher em breve!

Depois de uns dias com uma crise de inspiração aqui estou eu de volta às postagens... Esta semana lá tivemos, como já é tradição, a nossa tertúlia de cinema, na qual e com muito entusiasmo vimos o já antigo mas sempre delicioso Pulp Fiction. Este vimos tem uns parêntesis pois, ao mesmo tempo que viamos o filme, ouviamos a banda sonora entoada pelo nosso camarada Pikê... Por falar em banda sonora, creio que é de referenciar a fabulosa banda sonora da trilha cinematográfica, principalmente a malha Girl, you'll be a woman soon. Há várias versões desta música mas a que mais me agrada é, sem dúvida, a versão do Cliff Richards de 1970.
Eu sou grande fã desta letra pois imagino sempre um cenário de um solteirão trintão podre de bebado a tentar engatar a melhor amiga da filha na festa de fim de ano do ciclo preparatório.
Para quem não entende esta música é um grande hino ao amor e não uma música dedicada a algumas pessoas com testas grandes que moram na zona da azambuja e tiram fotos de perfil, como muitos de vocês estão a pensar...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Beijas como uma freira!

Há uns dias recebi uma cópia do mais recente albúm do Tiago Guillul que dá pelo nome de IV. Admito que ao príncipio a sonoridade foi-me estranha e dificil de entrar, mas como diz o ditado, ao principio se estranha depois se entranha (com sotaque brasileiro). A verdade é que tenho ouvido o albúm e tenho curtido, principalmente com a música beijas como uma freira, que é o primeiro single deste novo albúm.



Puro rock n' roll! ..

A perfect day

Há dias que podem não ter nada a marcar a diferença. Dias banais como tantos outros, dias em que não se faz nada de especial, dias em que nada de fantástico acontece, dias de chuva, dias de tédio, dias de acordar pronto para dormir, dias em que o Lou Reed canta Perfect Day...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ajude-nos nas nossas crenças!

Quando uma pessoa faz um blog, faz também um compromisso de defender e expor as coisas em que acredita. Há uns meses eu e um amigo meu que por acaso também é adepto daquela que eu considero a maior e mais apaixonante instituição desportiva em Portugal, de seu nome Sporting Clube de Portugal reparámos que o futebol estava a perder o fél que tanto amávamos. As principais razões que encontrámos para tal desalento foram os dirigentes leoninos, para além da ladroagem dos árbitros, dos canalhas da federação e dos macambuzios da liga.
Hoje em dia não há paixão como havia nos velhos anos 90 em que um presidente era mais que um simples gestor de uma SAD e era um relações públicas junto das massas simpatizantes, como podemos ver no clip que se segue.



Também queria fazer referencia ao blog sousacintranosporting.blogspot.com que foi criado por mim e pelo meu amigo Bruno com a esperança de apelar às almas caridosas que queiram deixar o seu nome nesta campanha. Ajuda-nos nesta campanha! Deixa o teu nome!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Pizzas

São 6:30 da manhã e não consigo dormir... Enquanto fazia zapping na tv começei a ver na Sic Mulher o programa de culinária do Jamie Oliver. Já não é a primeira vez que o vejo e adimito que sou grande fã.
Desde criança que a culinária me fascina. Lembro-me perfeitamente de ter os meus cinco anos e estar bastante sossegado a ver o Chefe Michel na RTP 1, às 11:30, enquanto a minha mãe cozinhava o almoço. Lembro-me também da minha mãe me deixar ajudá-la a fazer as pequenas coisas e do gozo que aquilo me dava. Ainda hoje recordo os cheiros desses tempos como se os tivesse a viver agora mesmo.
Durante os tempos tentei não perder o contacto com a cozinha e até fui um cozinheiro assiduo nos últimos anos apesar de sentir que nos últimos dois perdi um pouco a paciência e a criatividade. Também já tentei impressionar as menina com os dotes mas ao que parece não correu lá muito bem porque continuo sozinho e a cozinhar somente para os gandulos dos meus amigos...
Quando vejo estes programas de culinária, adoro ver a preparação daquele que é para mim, no meio de tantos outros, um manjar divinal... que é Pizza! Das boas claro, caseirinha, massa fina, estaladiça, queimadinha. Enfim, pizzas a sério, sem serem da telepizza (principalmente da telepizza que são pizzas nhárras e felosas que parecem que saíram de um motor de um Jipe UMM). As da Pizza Hut até se comem...
Para os apaixonados das belas pizzas aqui fica um video para abrir o apetite...

Ficções Nhárras com Bruno Morgado!

Era Dezembro de 1959 e caía neve em Nova Iorque... Eu e o meu grande amigo Bruno Morgado caminhávamos juntos pela 8ª avenida, paralela à Broadway, com os nossos fatos feitos à mão por um alfaiate Italiano que conhecemos em Franklin Square e com os nossos melhores sapatos du-colores pretos de ponteira branca. Enquanto desciamos a rua falávamos da sorte que tinhamos tido quando saimos da nossa terra natal, na ilha do Pico, para tentarmos a nossa sorte na terra das oportunidades e de como a nossa empresa de construção civil estava a crescer naquele mercado.
Chegámos a Nova Iorque em Março de 1952 apenas com a roupa que traziamos no corpo e uma vontade enorme de triunfar naquele mundo novo. Durante 2 anos trabalhámos arduamente, durante noite e dia, em fábricas de comida enlatada e na distribuição de pedras mármores numa pequena empresa de construção de uns emigrantes gregos. No final de 1954 já tinhamos ambos uma posição respeitável na empresa, pois passámos a comerciais e tratávamos dos negócios e contactos com o exterior. Recordo com saudade a passagem de ano 54/55 quando eu e o bruno já alcoolizados planeámos construir a nossa empresa, aproveitando os contactos que fomos adquirindo ao longo dos anos. Assim nasceu a Caeiro Morgado Construction Firm (CMCF). Durante os anos seguintes fomos crescendo pois conseguimos uns contratos com o Mayor Fiorello La Guardia para a construção do metroe quando chegámos a 1965 já eramos a empresa de emigrantes com maior sucesso nos Estados Unidos.
Voltando aquela tarde de neve em 1959... Eu e o Bruno parámos na Ben Benson's Steakhouse para comermos umas belas costoletas de novilho com batata doce e para bebermos duas Pepsi Colas. Enquanto comiamos e riamos da forma como tinhamos sido àgeis na nossa vida, reparei em duas lindas raparigas sentadas ao balcão, na casa dos 23 ou 24 anos que sorriam para nós. Com o seu ar gingão, o Bruno convidou aquelas duas raparigas de seios volumosos para nos fazerem companhia e acompaharem-nos naquela bela refeição. Estas aceitaram o pedido sem hesitar apresentaram-se. A morena de olhos azuis chamava-se Peggy e estava a estudar direito na Universidade de Harvard, enquanto a mais alourada, de nome Sue estudava jornalismo em Yale. Ficámos horas a conversar até que o bruno se lembrou que tinha uns bilhetes para um concerto naquela noite oferecidos pelo cliente muito importante. Sem pensar duas vezes convidámos as duas bonitas jovens para nos acompanharem e marcámos para as 21:00 junto ao teatro Paramount.
Quando chegou a hora elas apareceram com os seus melhores vestidos de gala e naquele momento, tanto eu como o Bruno sabiamos que aquelas iriam ser as nossas futuras esposas...



No mês passado encontrámo-nos todos na minha casa em Newark e recordámos esses velhos tempos...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Apenas um solitário

Há uns tempos passeava eu com um grande amigo meu pelo Ribatejo quando acabámos a falar das nossas relações passadas. Este meu amigo falou-me sobre a sua desacreditação no amor, que já tinha sofrido demasiado com o seu passado e que agora gostava de se apresentar como um lobo solitário ou como um cavaleiro andante. Afastar-se foi a solução que encontrou e que era dificil para muita gente compreender isso, explicou-me o mesmo.
Será que há muitas pessoas a pensar assim, perguntei-me eu?
Na verdade encontrei alguém que pode falar melhor sobre isso.

domingo, 26 de outubro de 2008

Ficções Nhárras com Manolo!

No verão de 1987 eu e o meu amigo Manolo pegámos no Fiat 147 que tinhamos comprado três semanas antes a um individuo de etnia cigana que o tinha trazido de Talavera, onde tinha sido abandonado. O investimento foi duro pois ainda nos custou 200 mil escudos mas não desanimámos pois conseguimos juntar ainda uns trocos para tatuarmos nos nossos ligeiros braços o nome dos CLASH e comprarmos umas gramas de heroína para a viagem.
Durante dias vagueámos os dois pelo nosso Portugal parando em várias localidades à procura de uma boa rixa... lembro-me especialmente do dia 12 de Agosto, na localidade de Outeiro do Marco, em que o Manolo depois de uns riscos na gulosa e de 6 litradas de cerveja cristal arrancou à dentada a orelha de um policia sinaleiro simplesmente porque este o avisou que o atacador da sapatilha estava desatado. Após o incidente tivémos dois dias fugidos, sem comer e sem dormir... Na manhã de 15 conhecemos duas chavalas de Antuérpia que nos acompanharam em 3 quartos de frango assado com batata a murro, na churrascaria QUERIDA em Santa Joana-Aveiro. A seguir ao almoço, depois de termos fugido sem pagar e enquanto ouviamos a cassete dos Sex Pistols elas disseram-nos que gostavam de visitar Lisboa e que queriam ir ver um concerto de uma banda que uns jovens de Freixo Espada à Cinta lhes tinham falado. Como elas tinham sido tão amáveis decidimos fazer-lhes a vontade e fomos lá curtir o concerto. (acredito que os mais atentos vão nos encontrar no video que se segue.)



Entre o minutos 1:08 até ao 1:13 o público está desatento ao concerto vendo a briga que nós dois começámos com 5 skinheads do seixal. (Reparem na curiosidade do individuo da camisola azul)

Ainda hoje tive com o Manolo que tem uma posição superior na sua área de actividade (coveiro - tem quase 498 pessoas debaixo dele) e lembrámo-nos daqueles tempos loucos...

Tertúlia Cinematográfica

Sábado é noite da reunião em volta dos fotogramas... Já é assim há algum tempo e parece quee vai tornar-se tradição. Há algumas semanas juntei-me a um grupo de amigos que começam a dar os primeiros passos na critica cinematográfia para nos reunirmos em volta dos filmes e das suas histórias. Hoje não foi excepção e revimos juntos o Virgens Suicidas da Sofia Coppola. Apesar de algumas criticas menos favoráveis por parte de alguns dos presenes continuo a admirar toda a simbologia que envolve o branco naquelas personagens. Ponto comum é a excelente banda sonora com a fantástica trilha sonora dos Air.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

I Get Around...

É optimo chegar a casa depois de uma noitada de boa e inesperada música. É verdade, hoje no sitio do costume, onde se costuma levar com toda a espécie de lixo sonoro (grande parte de quem lê isto sabe de que sitio estou a falar) assistimos a belo set protagonizado por uma jovem estudante açoriana que conseguiu por a malta ao rubro com aqueles sucessos que já os nossos país curtiam. Fico feliz porque alguém lembrou-se de inovar e dar um basta nestas trilhas sonoras que têm acompanhado estas noites.

Fica aqui só um pequeno video da musica I Get Around dos Beach Boys que passou esta noite e que só me deu vontade de fazer amor, três vezes, com aquela miuda gira que estava nas escadas, juntinho ao parapeito...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Meus queridos anos 80

É verdade que todo o conhecimento que tenho da década de 80 foi adquirida já neste século e na década passada mas isso não me impede de ter um fascinio especial por essa fase. Nessa altura foi criado o melhor e o pior ao nível da multimédia. Grandes nomes e trabalhos surgiram em todos os panoramas das artes e muitos deles são, ainda hoje, exaltados pela sua orignalidade e imparcialidade. Artistas como os Duran Duran, os Europe, os Soft Cell, o Lou Reed, os Joy Divison, os Eurythmics, os Guns n' Roses, os Depeche Mode, etc ainda fazem parte das musicas que oiço no meu dia-a-dia e que me fazem sorrir quase que por gozo numa mistura de admiração e bajulação. Essa década foi também marcada pelo meu nascimento, factor que me faz gostar ainda mais da mesma.

Em Portugal também se fazia algumas coisas interessantes como podem ver no video que se segue. Senhores e Senhoras, convosco, OS Heróis do Mar no longuinquo ano de 1986. (Aquelas roupas e penteados são mesmo do must!)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Será isto possivel?

Nem vale a pena comentar... As imagens falam por si.

O Lago

Há uns anos atrás enquanto pesquisava na internet sobre música encontrei um grupo que me fascinou bastante, de seu nome Antony and the Johnsons. Liderado pelo criativo Antony Hegarty, os Antony and the Johnsons são, para mim, inconfudíveis na sua forma de se expressarem musicalmente e de nos transportar para realidades completamente distantes da nossa.
The Lake é, para mim, a música mais fascinante em toda a sua discografia.

Memórias escondidas.

Há coisas mesmo estranhas... Hoje, após regressar de uma sessão de cinema parei o carro para conversar um pouco com o meu primo que me acompanhou no filme. Enquanto conversávamos decidi fazer uma vistoria ao porta-luvas do meu carro, quando me deparei com uma carta antiga que lá tinha deixado. Essa carta que em tempos já foi uma pequena carta de amor, cheio de sonhos e projectos a dois, hoje em dia não passa de um simples pedaço de papel com palavras que ficaram perdidas no tempo. É desanimador leres algo que no passado já te fez sorrir e acreditar que podia ser tudo verdade, tal e qual como está lá escrito e hoje saberes que tudo não passou de palavras, talvez sentidas, talvez fingidas. É nestes momentos que vemos que as palavras não são, na realidade, intemporais. Não passam de uma simbologia imposta para demonstrar sentimentos que por si só, não são também intemporais. Todo aquele papel que, num dia, já deu sentido a todo o meu mundo, hoje não passa de um simples e velho papel.

sábado, 18 de outubro de 2008

Esperança

Todos nós já passámos por fases em que não acreditamos em nós próprios, fases que achamos que não temos valor suficiente para algo, fases que nos encolhemos perante um desafio, fases que não encontramos esperança no nosso intimo. Grande parte das vezes acabamos mesmo por desistir dos nossos sonhos e ambições e perdemos a esperança de andar para a frente mas se procurarmos bem dentro de nós vamos descobrir que afinal todos temos talentos naturais.
O clip que se segue é uma mensagem de esperança para todos aqueles que, ou não acreditam, ou desistiram de lutar. No video vemos o cantor Paul Potts na sua primeira audição no progama Britains Got Talent, na altura que era um simples vendedor de telemóveis no sul de Gales. É de realçar que este talento era uma pessoa insegura, que não acreditava nele próprio e que teve força para lutar até mesmo quando o juri, com ar de gozo, perguntou o que é que ele estava lá a fazer. Queria também chamar a atenção para a cara dos elementos do juri quando ele começou a cantar. A verdade é que este jovem acabou por vencer o concurso e hoje tem uma carreira de sucesso no seu sonho de sempre.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O

Lembro-me de há dois verões atrás depois de uma bela estadia no Minho de fazer uma paragem no porto quando regressava a casa. Nessa pequena paragem comprei um album que na altura me despertava alguma curiosidade. Nas duas horas seguinte ouvi esse album maravilhado, acreditando que tinha adquirido um belo produto musical.
Passado estes dois anos tenho a perfeita noção que fiz uma grande compra com esse album me acompanhou por muitas e longas noites. O album que estou a falar é o maravilhoso, melancólico e inquietante "O" do musico Irlandês, Damien Rice.
O material presente em "O" foi totalmente gravado no quarto do cantor devido ao baixo orçamento apresentado. No fundo penso que o que mais gosto neste artista é o facto de sem grandes meios ter conseguido construir uma das obras primas desta primeira decada.
Pessoalmente gosto de ouvir "O" quando me lembro de tempos passados que já não querem voltar.

Vou deixar-vos aqui um video da musica Accidental Babies presente no album mais recente do cantor, intitulado de "9". Espero que gostem.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Eternal Sunshine of the Spotless Mind - Despertar da Mente

Há umas noites atrás voltei a ver aquele que é um dos meus filmes preferidos. Esse filme é nada mais, nada menos que o Despertar da Mente (Titulo Original: Eternal Sunshine of the Spotless Mind) do realizador Francês Michel Gondry. Este filme é algo de delicioso, com uma fotografia sublime e com um argumento único que acabou por ser o grande vencedor do oscar da categoria em 2004. Este filme traz-me boas memórias, quer pela época em que assisti entusiasmado à sua estreia, quer pela mensagem que me transmitiu.

Sinopse:

Joel descobre que Clementine, sua namorada, recorreu a uma empresa especializada em apagamentos de memória para apagar da sua própria memória tudo o que diz respeito a Joel e à relação que manteve com ele. Joel, desesperado, acaba por fazer o mesmo. Contrata a mesma empresa para apagarem da sua cabeça todas as memórias de Clementine e da relação que mantiveram.
O filme passa-se essencialmente na mente de Joel, durante esse processo de apagamento, enquanto ele está adormecido na sua cama ligado a uma máquina "apagadora de memórias", enquanto relembra factos e arrepende-se de ter contratado a empresa. Começa então a fugir pelo labirinto das suas memórias, de forma a tentar anular o processo, enquanto os apagadores de memórias o perseguem.

Algo de fantástico neste filme é a sua banda sonora, principalemte a faixa "everybody's gotta learn sometime" na versão do Beck.

Se por acaso

Não sei o que me deu ontem à noite para começar esta nova caminhada na blogosfera. Sei que vou acabar, como já aconteceu anteriormente, por me envergonhar de metade das coisas que vou escrever, mas quero assumir este espaço como se de um filho tratasse. Quero ser espontâneo e acima de tudo verdadeiro.
Quero criar este espaço como um meio difusor de interesses pessoais e desenvolver formas de mostrar alguns produtos multimedia de proveito individual.

Nos ultimos tempos tenho andado a pensar naquilo que acabamos por pensar todos... o amor. O que será realmente o amor? Será que existe mesmo? Eu, como muitas pessoas, não sei se acredito se ainda existe aquele amor relacional que nos habituámos a ver no cinema e na musica. Nos dias que correm é cada vez mais dificil mantermos uma relação, acreditar nela e até mesmo lutar por ela. Gostamos de seguir o caminho mais fácil e fugirmos. Tornámo-nos, de certa forma, em amante descartáveis que sofrem e fazem sofrer, que choram e fazem chorar, que sentem mas não querem acreditar.

Ontem à noite lembrei-me de rever uma musica que um amigo meu me falou que retrata bem este assunto e as relações passadas. A música é do JP Simões, ex-vocalista dos Belle Chase Hotel com a magnifica Luanda Cozetti e retrata um reencontro entre dois ex-amantes. Espero que gostem.

Primeiro Post

É saboroso voltar ao ponto zero... Este não é, efectivamente, o meu primeiro post de sempre mas não deixa de ser o meu primeiro neste novo rumo.
Para cada fase da vida há um ponto de encontro entre o real e a fantasia, e é aqui neste espaço que quero partilhar o que me vai vagueando pela alma. Acredito que a partilha faz de nós pessoas mais capazes. Sentir que andamos todos de mãos dadas, claro que num sentido figurativo, faz-nos entender melhor o porquê de estarmos aqui. Espero que esta viagem seja tão saborosa para vocês como certamente será para mim. Desde já um grande abraço.