Estava um calor desproporcionado para a altura do ano. Estávamos em Abril de 1996 e decidimos tirar uns dias de folga dos nossos empregos. Eu, talhante de profissão e o meu amigo Jota produtor de vinho carrasco já tinhamos como tradição nesta época de ir a Sevilha para irmos visitar a "Feria de Abril" com o objectivo de irmos aumentar as nossas taxas de colestrol com as típicas tapas espanholas que se encontram facilmente nas "casetas".
Nestas visitas a Sevilha tinhamos sempre por objectivo acompanhar todas as corridas de toiros que iriam decorrer na La Maestranza, ir ao Rámon Sànchez Pizjuan ver um ou dois jogos do Sevilla Fútbol Club e, principalmente, visitar o pequeno Pablito. Pablito era uma criança com 8 anos, filho de um relacionamento entre o Jota Vasco e uma linda cigana que conhecera anos antes numa destas nossas visitas. Este era um segredo bem escondido e ocultado pelas nossas viagens de afición para que a mulher do Jota não soubesse de nada. Apesar de ambos sermos bons pais e esposos, quando iamos a Espanha não conseguiamos guardá-lo dentro das calças e acabávamos metidos com todos os rabos de saia que por nós passavam. Creio que neste aspecto tive mais sorte que o Jota pois até podia passar por rebentos meus nas ruas que não os conhecia.
Recuando, então, uns nove anos atrás, lembro-me de estar um dia fantástico e de eu e o Jota estarmos junto à Catedral de Sevilha quando por nós passou duas ciganitas jovens e coradas que traziam algumas flores para vender. O Jota gingão como sempre consultou as jovens para saber os preços das flores. Passado 1 hora estávamos os quatro numa pequena pensão, cada 2 num quarto fazendo amor pela tarde dentro.
No ano seguinte voltámos a encontrar as jovens mas desta vez a linda Mirella (nome da ciganita com quem o João Vasco tinha passado a tarde) já não se encontrava sozinha e tinha a seu colo um jovem bebé de 3 meses. Ao ver aquilo o Jota amimou o bebé quando ela lhe explicou que aquele era seu filho.
Quando tentávamos fugir daquele sitio apareceu um cigano cinquentão que nos agarrou e ameaçou que se o Jota não casasse com a jovem Mirella que nos matava ali mesmo. O Jota como era casado prometeu que todos os anos iria visitar o pequeno Pablito e que lhe levaria dinheiro. O homem insatisfeito fez-nos dar os nossos fios de ouro e os nossos pares de botas ribatejanas e só assim aceitou as condições, ameaçando que se não nos visse lá todos os anos que nos cortaria os tomates e que os daria aos porcos.
Nos anos seguintes não falhámos em nenhum dos compromissos com a comunidade e até passámos por momentos bem complicados. Lembro-me de termos servido como contrabandistas de tupperwares, de transaccionarmos pacotes de heroina para Beja, de entrarmos nas negociatas dos cavalos, de traficar carros roubados e até de chantagear polícias de transito.
No ano de 1996 lembrom-me bem que depois de assistirmos ás habituais corridas de toiros de que tanto gostávamos e após uma vitória do Sevilha de Toni e Emílio Peixe frente ao Espanyol, com dosi tentos do Sukur, fomos ter com a comunidade. Só tivémos tempo de parar num salão de jogos para beber duas imperiais e deixar o pequeno Pablito jogar umas moedas nas máquinas. Esse dia foi bastante especial pois o pequeno jovem quis apresentar uma música para o seu pai.
Ao minuto 0:32 eu e o Jota Vasco surgimos junto ao poste ao lado do pequeno Pablito a bater palmas e a tentar arranjar um esquema para fugir dali para fora.
Digam lá se o Pablito não é parecido com o pai... Aquele penteado é igualzinho.
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Ficções Nhárras com Cristiano "Krista" Moreira
Gritámos todos juntos no principio da noite "Krista esta vai ser a tua noite!!!". Estava nevoeiro naquela noite de outono de ano de 2014 e todos sabiamos que apesar do frio queriamos alegrar aquele nosso grande amigo que se encaminhava para "a forca". O Krista ia-se casar no dia seguinte com uma loirita franzina que conheceu anos antes quando trabalhava no McDonalds da Póvoa do Varzim... Ao longo dos anos o amor entre ambos cresceu e o Krista acabou mesmo por pedir Patrocínia em casamento junto ao Castelo de Ourém depois de um jogo em que a equipa da casa perdeu com o Abrantes em futsal.
Krista era um hooligan com uma base skinhead e chefe de claque do Abrantes que tinha feito fortuna patenteado frases famosas em t-shirts como "É malhálha! Rámálhálha!"," aaahhh Liiii", "Talvez!", "Pouulhada Alhôz Mulha!".
Em espírito de festa reunimos um bom grupo de amigos para realizarmos uma despedida de solteiro e em tom de homenagem àquele que era para todos nós uma inspiração pelo seu sucesso financeiro decidimos rapar todos o cabelo, vestimos as nossas melhores calças pela meia canela (um grande sucesso na época e uma moda inicada pelo próprio Krista em meados de 2006) e uns belos suspensórios.
Após um jantar farto em carnes que sobraram da sopa da pedra e já com muita cerveja à mistura lá nos encaminhámos até uma garagem que alugámos para fazer a festa. Enquanto fumávamos uns belos cigarros de mentol oferecidos pelo próprio Krista convidávamos algumas chavalas para se juntarem à festa.
Quando chegámos à garagem não perdemos tempo e pusemos a musica no limite do sistema stereo e começámos a beber desalmadamente. Durante horas fizémos monumentais moches ao som do punk rock de uma banda de amigos de claque do Krista.
A luz estava baixa, o Pikê amolgava latas com a cabeça, o Rui dançava com uma das chavalas que conhecemos na rua, o Krista saltava de cima dos móveis em tronco nu, o Rosa tentava a sua sorte com a mesma chavala que o Rui dançava, eu ajudava uma outra chavala a tossir para expulsar o canapé que a fez engasgar.
Enquanto estávamos nós no meio da loucura, aos biqueiros uns aos outros (brincadeira começada pelo Morais e supervisionada pelo João Vasco que se tinha acabado de chegar do seu trabalho na marinha) chegou a noiva do Krista do seu jantar de despedida de solteiro para ver se o seu amado estava bem, quando encontrou o Manolo esfomeado. Enquanto estes desapareceram misteriosamente o Morais continuou a beber até que teve de se soltar num saco de areia.
A verdade é que com a festa e o álcool acabámos todos no chão inconscientes e ninguém se lembrava do que tinha acontecido naquela noite... Só me lembro de acordar e viver aquele casamento fantástico em que o Krista se queixava que lhe doía a cabeça e o Manolo lhe dizia "É normal, bebeste muito ontem."
Krista era um hooligan com uma base skinhead e chefe de claque do Abrantes que tinha feito fortuna patenteado frases famosas em t-shirts como "É malhálha! Rámálhálha!"," aaahhh Liiii", "Talvez!", "Pouulhada Alhôz Mulha!".
Em espírito de festa reunimos um bom grupo de amigos para realizarmos uma despedida de solteiro e em tom de homenagem àquele que era para todos nós uma inspiração pelo seu sucesso financeiro decidimos rapar todos o cabelo, vestimos as nossas melhores calças pela meia canela (um grande sucesso na época e uma moda inicada pelo próprio Krista em meados de 2006) e uns belos suspensórios.
Após um jantar farto em carnes que sobraram da sopa da pedra e já com muita cerveja à mistura lá nos encaminhámos até uma garagem que alugámos para fazer a festa. Enquanto fumávamos uns belos cigarros de mentol oferecidos pelo próprio Krista convidávamos algumas chavalas para se juntarem à festa.
Quando chegámos à garagem não perdemos tempo e pusemos a musica no limite do sistema stereo e começámos a beber desalmadamente. Durante horas fizémos monumentais moches ao som do punk rock de uma banda de amigos de claque do Krista.
A luz estava baixa, o Pikê amolgava latas com a cabeça, o Rui dançava com uma das chavalas que conhecemos na rua, o Krista saltava de cima dos móveis em tronco nu, o Rosa tentava a sua sorte com a mesma chavala que o Rui dançava, eu ajudava uma outra chavala a tossir para expulsar o canapé que a fez engasgar.
Enquanto estávamos nós no meio da loucura, aos biqueiros uns aos outros (brincadeira começada pelo Morais e supervisionada pelo João Vasco que se tinha acabado de chegar do seu trabalho na marinha) chegou a noiva do Krista do seu jantar de despedida de solteiro para ver se o seu amado estava bem, quando encontrou o Manolo esfomeado. Enquanto estes desapareceram misteriosamente o Morais continuou a beber até que teve de se soltar num saco de areia.
A verdade é que com a festa e o álcool acabámos todos no chão inconscientes e ninguém se lembrava do que tinha acontecido naquela noite... Só me lembro de acordar e viver aquele casamento fantástico em que o Krista se queixava que lhe doía a cabeça e o Manolo lhe dizia "É normal, bebeste muito ontem."
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Ficções Nhárras com Nélson Pikê!
Pus-me a caminho em Outubro de 1980 sem um tostão nos bolsos... Apenas tinha metade de uma sandes de queijo que comprei numa tasca da zona ribeirinha do Porto, poucas horas antes de embarcar num cargueiro no porto de Leixões. Meti-me apressado no primeiro contentor que me apareceu e tive a sorte deste estar cheio de garrafas de vinho do Porto e enchidos portugueses. Não sei ao certo quantos dias foram de viagem, sei apenas que nunca me faltou comida nem bebida.
Um dia ao espreitar por uma fenda do contentor consegui ver que estavamos atracados numa cidade que tinha sobre si um céu cinzento e manhoso e que não transmitia muita confiança. De qualquer das formas sai apressado para que ninguém me visse e corri com todas as forças que tinha. Quando consegui, por fim, afastar-me do barco e enquanto tentava recuperar as forças agarrado às pernas, levantei a cabeça e dei comigo em plena Liverpool, cidade berço dos grandes Beatles.
Era a minha primeira vez sozinho fora de Portugal e não sabia dizer uma palavra em Inglês mas não me fiz de menino e lá tentei comunicar com a primeira pessoa que me apareceu à frente em plena Mathew Street que foi um rapaz de grande porte com umas vestimentas de licra cor de rosa e umas plumas pretas ao pescoço e que tocava pandeireta ao mesmo tempo que assobiava e gritava uma melodia psicadélica. No meio da sua histeria ouvi-o a dizer algumas asneiras em portugês e entendi que ele, tal como eu, também era um tuga que havia fugido da vida que levava em Portugal. Nas horas que se seguiram conversámos e cantámos algumas músicas portuguesas para ganharmos alguns trocos para o jantar mas não foi fácil, pois ele quando as pessoas passavam começava a gritar.
Ao chegar da noite lá conseguimos comprar umas sandes de carne e uma cerveja de litro e fomos para uma casa abandonada que era o lar deste meu amigo. Lá ele explicou-me que fazia parte do movimento ocupa e que acreditava na anarquia como sistema.
Durante um mês vivi com o Nélson naquela casa e durante dias, já com o cabelo oxigenado e com alfinetes no nariz, andávamos pela rua a arranjar confusão com os agentes policiais, a roubar tudo o que conseguiamos por pura diversão, a fazermos sexo com prostitutas baratas... enfim, espalhado o terror!
Num dia ao acordámos vimos uns papeis que anunciavam um concerto de uma banda recente chamada Sex Pistols e decidimos ir, entrando pelas traseiras do Philharmonic Hall. No dia lá fomos e quando a banda começou a tocar ficámos consumidos pela violência e pelo alcool e iniciámos uma vaga de destruição e todo aquele local ficou destruido com a furia da malta anáquica. Ao sair ainda tivémos nos confrontos policiais onde o Nélson acabou por ser preso. Desde esse dia que não o vejo...
Um dia ao espreitar por uma fenda do contentor consegui ver que estavamos atracados numa cidade que tinha sobre si um céu cinzento e manhoso e que não transmitia muita confiança. De qualquer das formas sai apressado para que ninguém me visse e corri com todas as forças que tinha. Quando consegui, por fim, afastar-me do barco e enquanto tentava recuperar as forças agarrado às pernas, levantei a cabeça e dei comigo em plena Liverpool, cidade berço dos grandes Beatles.
Era a minha primeira vez sozinho fora de Portugal e não sabia dizer uma palavra em Inglês mas não me fiz de menino e lá tentei comunicar com a primeira pessoa que me apareceu à frente em plena Mathew Street que foi um rapaz de grande porte com umas vestimentas de licra cor de rosa e umas plumas pretas ao pescoço e que tocava pandeireta ao mesmo tempo que assobiava e gritava uma melodia psicadélica. No meio da sua histeria ouvi-o a dizer algumas asneiras em portugês e entendi que ele, tal como eu, também era um tuga que havia fugido da vida que levava em Portugal. Nas horas que se seguiram conversámos e cantámos algumas músicas portuguesas para ganharmos alguns trocos para o jantar mas não foi fácil, pois ele quando as pessoas passavam começava a gritar.
Ao chegar da noite lá conseguimos comprar umas sandes de carne e uma cerveja de litro e fomos para uma casa abandonada que era o lar deste meu amigo. Lá ele explicou-me que fazia parte do movimento ocupa e que acreditava na anarquia como sistema.
Durante um mês vivi com o Nélson naquela casa e durante dias, já com o cabelo oxigenado e com alfinetes no nariz, andávamos pela rua a arranjar confusão com os agentes policiais, a roubar tudo o que conseguiamos por pura diversão, a fazermos sexo com prostitutas baratas... enfim, espalhado o terror!
Num dia ao acordámos vimos uns papeis que anunciavam um concerto de uma banda recente chamada Sex Pistols e decidimos ir, entrando pelas traseiras do Philharmonic Hall. No dia lá fomos e quando a banda começou a tocar ficámos consumidos pela violência e pelo alcool e iniciámos uma vaga de destruição e todo aquele local ficou destruido com a furia da malta anáquica. Ao sair ainda tivémos nos confrontos policiais onde o Nélson acabou por ser preso. Desde esse dia que não o vejo...
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Ficções Nhárras com Bruno Morgado!
Era Dezembro de 1959 e caía neve em Nova Iorque... Eu e o meu grande amigo Bruno Morgado caminhávamos juntos pela 8ª avenida, paralela à Broadway, com os nossos fatos feitos à mão por um alfaiate Italiano que conhecemos em Franklin Square e com os nossos melhores sapatos du-colores pretos de ponteira branca. Enquanto desciamos a rua falávamos da sorte que tinhamos tido quando saimos da nossa terra natal, na ilha do Pico, para tentarmos a nossa sorte na terra das oportunidades e de como a nossa empresa de construção civil estava a crescer naquele mercado.
Chegámos a Nova Iorque em Março de 1952 apenas com a roupa que traziamos no corpo e uma vontade enorme de triunfar naquele mundo novo. Durante 2 anos trabalhámos arduamente, durante noite e dia, em fábricas de comida enlatada e na distribuição de pedras mármores numa pequena empresa de construção de uns emigrantes gregos. No final de 1954 já tinhamos ambos uma posição respeitável na empresa, pois passámos a comerciais e tratávamos dos negócios e contactos com o exterior. Recordo com saudade a passagem de ano 54/55 quando eu e o bruno já alcoolizados planeámos construir a nossa empresa, aproveitando os contactos que fomos adquirindo ao longo dos anos. Assim nasceu a Caeiro Morgado Construction Firm (CMCF). Durante os anos seguintes fomos crescendo pois conseguimos uns contratos com o Mayor Fiorello La Guardia para a construção do metroe quando chegámos a 1965 já eramos a empresa de emigrantes com maior sucesso nos Estados Unidos.
Voltando aquela tarde de neve em 1959... Eu e o Bruno parámos na Ben Benson's Steakhouse para comermos umas belas costoletas de novilho com batata doce e para bebermos duas Pepsi Colas. Enquanto comiamos e riamos da forma como tinhamos sido àgeis na nossa vida, reparei em duas lindas raparigas sentadas ao balcão, na casa dos 23 ou 24 anos que sorriam para nós. Com o seu ar gingão, o Bruno convidou aquelas duas raparigas de seios volumosos para nos fazerem companhia e acompaharem-nos naquela bela refeição. Estas aceitaram o pedido sem hesitar apresentaram-se. A morena de olhos azuis chamava-se Peggy e estava a estudar direito na Universidade de Harvard, enquanto a mais alourada, de nome Sue estudava jornalismo em Yale. Ficámos horas a conversar até que o bruno se lembrou que tinha uns bilhetes para um concerto naquela noite oferecidos pelo cliente muito importante. Sem pensar duas vezes convidámos as duas bonitas jovens para nos acompanharem e marcámos para as 21:00 junto ao teatro Paramount.
Quando chegou a hora elas apareceram com os seus melhores vestidos de gala e naquele momento, tanto eu como o Bruno sabiamos que aquelas iriam ser as nossas futuras esposas...
No mês passado encontrámo-nos todos na minha casa em Newark e recordámos esses velhos tempos...
Chegámos a Nova Iorque em Março de 1952 apenas com a roupa que traziamos no corpo e uma vontade enorme de triunfar naquele mundo novo. Durante 2 anos trabalhámos arduamente, durante noite e dia, em fábricas de comida enlatada e na distribuição de pedras mármores numa pequena empresa de construção de uns emigrantes gregos. No final de 1954 já tinhamos ambos uma posição respeitável na empresa, pois passámos a comerciais e tratávamos dos negócios e contactos com o exterior. Recordo com saudade a passagem de ano 54/55 quando eu e o bruno já alcoolizados planeámos construir a nossa empresa, aproveitando os contactos que fomos adquirindo ao longo dos anos. Assim nasceu a Caeiro Morgado Construction Firm (CMCF). Durante os anos seguintes fomos crescendo pois conseguimos uns contratos com o Mayor Fiorello La Guardia para a construção do metroe quando chegámos a 1965 já eramos a empresa de emigrantes com maior sucesso nos Estados Unidos.
Voltando aquela tarde de neve em 1959... Eu e o Bruno parámos na Ben Benson's Steakhouse para comermos umas belas costoletas de novilho com batata doce e para bebermos duas Pepsi Colas. Enquanto comiamos e riamos da forma como tinhamos sido àgeis na nossa vida, reparei em duas lindas raparigas sentadas ao balcão, na casa dos 23 ou 24 anos que sorriam para nós. Com o seu ar gingão, o Bruno convidou aquelas duas raparigas de seios volumosos para nos fazerem companhia e acompaharem-nos naquela bela refeição. Estas aceitaram o pedido sem hesitar apresentaram-se. A morena de olhos azuis chamava-se Peggy e estava a estudar direito na Universidade de Harvard, enquanto a mais alourada, de nome Sue estudava jornalismo em Yale. Ficámos horas a conversar até que o bruno se lembrou que tinha uns bilhetes para um concerto naquela noite oferecidos pelo cliente muito importante. Sem pensar duas vezes convidámos as duas bonitas jovens para nos acompanharem e marcámos para as 21:00 junto ao teatro Paramount.
Quando chegou a hora elas apareceram com os seus melhores vestidos de gala e naquele momento, tanto eu como o Bruno sabiamos que aquelas iriam ser as nossas futuras esposas...
No mês passado encontrámo-nos todos na minha casa em Newark e recordámos esses velhos tempos...
domingo, 26 de outubro de 2008
Ficções Nhárras com Manolo!
No verão de 1987 eu e o meu amigo Manolo pegámos no Fiat 147 que tinhamos comprado três semanas antes a um individuo de etnia cigana que o tinha trazido de Talavera, onde tinha sido abandonado. O investimento foi duro pois ainda nos custou 200 mil escudos mas não desanimámos pois conseguimos juntar ainda uns trocos para tatuarmos nos nossos ligeiros braços o nome dos CLASH e comprarmos umas gramas de heroína para a viagem.
Durante dias vagueámos os dois pelo nosso Portugal parando em várias localidades à procura de uma boa rixa... lembro-me especialmente do dia 12 de Agosto, na localidade de Outeiro do Marco, em que o Manolo depois de uns riscos na gulosa e de 6 litradas de cerveja cristal arrancou à dentada a orelha de um policia sinaleiro simplesmente porque este o avisou que o atacador da sapatilha estava desatado. Após o incidente tivémos dois dias fugidos, sem comer e sem dormir... Na manhã de 15 conhecemos duas chavalas de Antuérpia que nos acompanharam em 3 quartos de frango assado com batata a murro, na churrascaria QUERIDA em Santa Joana-Aveiro. A seguir ao almoço, depois de termos fugido sem pagar e enquanto ouviamos a cassete dos Sex Pistols elas disseram-nos que gostavam de visitar Lisboa e que queriam ir ver um concerto de uma banda que uns jovens de Freixo Espada à Cinta lhes tinham falado. Como elas tinham sido tão amáveis decidimos fazer-lhes a vontade e fomos lá curtir o concerto. (acredito que os mais atentos vão nos encontrar no video que se segue.)
Entre o minutos 1:08 até ao 1:13 o público está desatento ao concerto vendo a briga que nós dois começámos com 5 skinheads do seixal. (Reparem na curiosidade do individuo da camisola azul)
Ainda hoje tive com o Manolo que tem uma posição superior na sua área de actividade (coveiro - tem quase 498 pessoas debaixo dele) e lembrámo-nos daqueles tempos loucos...
Durante dias vagueámos os dois pelo nosso Portugal parando em várias localidades à procura de uma boa rixa... lembro-me especialmente do dia 12 de Agosto, na localidade de Outeiro do Marco, em que o Manolo depois de uns riscos na gulosa e de 6 litradas de cerveja cristal arrancou à dentada a orelha de um policia sinaleiro simplesmente porque este o avisou que o atacador da sapatilha estava desatado. Após o incidente tivémos dois dias fugidos, sem comer e sem dormir... Na manhã de 15 conhecemos duas chavalas de Antuérpia que nos acompanharam em 3 quartos de frango assado com batata a murro, na churrascaria QUERIDA em Santa Joana-Aveiro. A seguir ao almoço, depois de termos fugido sem pagar e enquanto ouviamos a cassete dos Sex Pistols elas disseram-nos que gostavam de visitar Lisboa e que queriam ir ver um concerto de uma banda que uns jovens de Freixo Espada à Cinta lhes tinham falado. Como elas tinham sido tão amáveis decidimos fazer-lhes a vontade e fomos lá curtir o concerto. (acredito que os mais atentos vão nos encontrar no video que se segue.)
Entre o minutos 1:08 até ao 1:13 o público está desatento ao concerto vendo a briga que nós dois começámos com 5 skinheads do seixal. (Reparem na curiosidade do individuo da camisola azul)
Ainda hoje tive com o Manolo que tem uma posição superior na sua área de actividade (coveiro - tem quase 498 pessoas debaixo dele) e lembrámo-nos daqueles tempos loucos...
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